Valorizando a diversidade geracional

Márcio Reis, diretor de RH, Atento Brasil

Em pleno século XXI, quando temos acesso a tantas informações, se esperaria que avanços sociais e culturais já tivessem erradicado preconceitos de toda ordem, mas ainda nos vemos compelidos a discutir e lutar pelo respeito e inclusão.

Essa discussão, quando aplicada ao ambiente empresarial, desempenha um papel fundamental na construção de um ambiente que reflita nossa sociedade e suas demandas. Um tópico que tem conquistado destaque nesse cenário é o etarismo, o preconceito relacionado à idade, que pode ser direcionado tanto a profissionais mais velhos quanto a profissionais mais jovens.

Dados do Censo divulgado recentemente pelo IBGE indicam uma tendência no Brasil: o envelhecimento da população. A idade mediana do brasileiro atingiu 35 anos e o país registrou o maior percentual de pessoas com 65 anos, ou mais, desde 1872. Essa mudança demográfica tem implicações diretas para o mundo do trabalho, já que com esse cenário, os colaboradores das empresas também estão envelhecendo.

A realidade é que a população produtiva está vivendo mais, está mais disposta e contribuindo mais com a geração de renda no país. E é nesse contexto que surge a necessidade de abrir espaço para profissionais mais seniores e promover sua inclusão em diferentes áreas de atuação.

É importante oferecer oportunidades, por exemplo, para essas pessoas ocuparem posições estratégicas nas companhias, compartilhando suas vastas experiências. Afinal, é somente por meio da colaboração e da valorização da diversidade que poderemos transformar o ambiente de trabalho em um espaço verdadeiramente inclusivo e enriquecedor.

Ao surgimento de cada nova geração lidamos com novos interesses, perspectivas, atitudes e valores em nossa sociedade. E o aumento da expectativa de vida e, consequentemente, da permanência mais longeva de profissionais no mercado de trabalho, demandou a capacidade de gestão de times diversificados, um fator crucial de sucesso.

Profissionais mais experientes trazem consigo uma sabedoria acumulada ao longo dos anos, enquanto as gerações mais jovens oferecem inovação, agilidade e criatividade. Assim, a verdadeira riqueza reside na sinergia entre essas gerações.

Uma estratégia eficaz para construir essa ponte é apoiar os profissionais mais experientes na busca de atualização e produtividade, fornecendo recursos e oportunidades para que permaneçam relevantes em um mundo em constante evolução. Ao mesmo tempo, valorizar as novas perspectivas trazidas pelas gerações mais jovens é essencial para promover a inovação e o progresso.

Ao abraçar a pluraridade geracional como um dos pilares de sua estratégia de diversidade e inclusão, as organizações podem colher os benefícios de uma força de trabalho multifacetada, que se nutre da experiência acumulada ao longo das décadas e da vitalidade das gerações mais jovens.

Portanto, é missão de cada empresa reconhecer e combater qualquer tipo de preconceito e promover um ambiente em que todas as gerações possam conviver, compartilhando conhecimento, experiência e inovação. Somente com respeito e inclusão de todas as gerações poderemos construir organizações verdadeiramente adaptadas e sustentáveis do ponto de
vista de negócios. O etarismo tem sido uma questão presente na sociedade, mas é hora de reconhecer a importância de ser quem somos, com orgulho de nossa idade, e promover a harmonia entre os diferentes grupos etários.

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